Preservação Digital, segundo Ferreira
(2006), é “o conjunto de actividades ou processos responsáveis por garantir o
acesso continuado a longo-prazo à informação e restante património cultural
existente em formatos digitais”.
Objetiva-se, com isso, que a informação
digital possa ser acessada, no futuro, por qualquer plataforma, inclusive, uma
diferente da que foi utilizada no momento de sua criação, mas sempre
assegurando sua autenticidade.
É muito importante percebermos
que as ações de preservação digital precisam ocorrer até antes da produção dos
documentos digitais, para que já surjam com um plano contra a obsolescência.
Ao estudarmos preservação digital, percebemos o
surgimento de um paradoxo, já que tradicionalmente preservar significa mantê-lo
imutável intacto, mas no ambiente digital, preservar significa mudar, recriar, renovar formatos, mídias, hardware e software sem modificação da informação.
Para isso, estratégias precisam
ser boladas, como a emulação, migração e encapsulamento, que veremos mais para frente.
Bibliografia:
CASSARES, N. C.; MOI, C. Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas. São Paulo: Arquivo do Estado: Imprensa Oficial, 2000.
FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital – Conceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães, Portugal: Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006.
MÁDERO ARELLANO, Miguel Angel. Preservação
de documentos digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27,
maio/ago. 2004.MÁDERO ARELLANO, Miguel Angel; ANDRADE, Ricardo
Sodré. Preservação digital e os profissionais da informação. DataGramaZero - Revista de Ciência
da Informação, v.7, n.5, out.
2006.
SANTOS, Vanderlei Batista; INNARELLI, Humberto Celeste;
SOUZA, Renato Tarciso Barbosa (Org). Arquivística: temas contemporâneos: classificação, preservação
digital, gestão do conhecimento. SENAC: 2008.